Como prevenir o garrotilho? Sintomas, causas e tratamento

05 | 08 | 2022

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Dicas

Você sabe como prevenir o garrotilho? Pois bem, é uma doença bastante comum nos equinos de todas as idades e essa infecção, que também conhecida como adenite equina, é responsável por trazer diversos prejuízos ao animal.

Quando o equino pega o garrotilho, a sua performance é prejudicada e ele necessita de, no mínimo, 4 semanas de repouso e tratamento para se recuperar completamente.

A adenite equina pode ocorrer em qualquer época do ano, entretanto, é quando a temperatura começa a esfriar que precisamos estar atentos para  prevenir o garrotilho de forma eficaz, para proteger nossos equinos dessa terrível doença.

O garrotilho é, de fato, uma doença que prejudica e muito a rotina do animal e, por se tratar de uma infecção que se dissemina rapidamente pelo campo, torna-se de extrema importância saber como prevenir e quais são suas principais causas e sintomas, assim como é feito o tratamento.

O que é garrotilho?

De uma forma geral, o garrotilho pode ser definido como uma doença de origem infecto contagiosa que tem como principal fator etiológico a bactéria Streptococcus Equi.

Bastante comum em temperaturas mais frias, o garrotilho apresenta fácil transmissão feita tanto por via oral como, também, pela nasal, por contato direto ou indireto entre os animais. Essa infecção ataca diretamente o trato respiratório e apresenta alta prevalência nos equinos com até 5 anos de idade.

Assim que a Streptococcus Equi infecta as células presentes na mucosa nasal e oral, começa a realizar sua migração através dos linfonodos localizados na região do pescoço e, em seu interior, se reproduz de forma lenta.

É quando começa a produção de todo o processo inflamatório que resulta na formação de abscessos locais.

E é justamente devido à formação desses abscessos que o equino se apresenta com maior dificuldade para respirar, se alimentar e se hidratar, se mantém com esse aumento de volume e com o pescoço abaixado e estendido.

A infecção do garrotilho é bastante rápida, assim como sua disseminação. As manifestações clínicas surgem cerca de 2 semanas após o contato inicial com a bactéria e, mesmo que o cavalo esteja totalmente recuperado da doença, ele ainda poderá transmitir por meio de secreções nasais.

Devido à rápida disseminação, em especial quando há um rebanho com o cavalo contaminado, é essencial que se saiba como prevenir o garrotilho e como identificar os sinais da doença de forma imediata.

Quais são os sintomas do garrotilho?

Mas é claro que, antes de sabermos como prevenir o garrotilho, precisamos entender quais são os principais sintomas da doença, não é mesmo? Afinal, são eles que farão com que você identifique o equino contaminado para realizar o melhor manejo possível.

Inicialmente, a Streptococcus Equi se instala em todas as células localizadas tanto na mucosa nasal como na bucal e, em poucas horas após a infecção inicial, as bactérias já se encontram nos linfonodos presentes na região de cabeça e pescoço do equino.

Em média de 1 a 2 semanas, observamos os primeiros sinais clínicos e sintomas do garrotilho. Esses dias iniciais são marcados por intensas tosses, febre, corrimento de secreção pelo nariz, anorexia e sintomas da depressão. Junto a isso, notamos também um aumento de volume nos linfonodos regionais e a presença de abscessos no local.

Quando o equino está com o garrotilho, apresenta também uma grande dificuldade para respirar. Isso ocorre por conta desses linfonodos aumentados na região do pescoço que, com a sua pressão, causam a obstrução da faringe e dificultam a passagem de ar pela via aérea. 

Assim, o equino tem a sua performance prejudicada e se apresenta com o pescoço, geralmente, esticado e abaixado para tentar respirar.

Após a resolução desses sintomas, que dura em média de 7 a 14 dias depois de surgirem, os linfonodos começam a reduzir de tamanho e os abscessos se rompem. Com essa ruptura, os abscessos começam a drenar uma secreção com pus que apresenta a bactéria causadora da doença em sua composição, sendo um fator de risco para a contaminação de outros equinos.

Logo que os linfonodos começam a ter seu volume diminuído, a febre começa a desaparecer lentamente também e, assim, a doença segue o seu curso inicial para a cura. Caso a doença não seja devidamente tratada, poderá levar o animal a óbito.

Quais são as causas do garrotilho?

O principal fator etiológico que provoca adenite equina é a infecção do animal pela bactéria Streptococcus equi. que invade todo o trato respiratório do animal e provoca inflamação na região.

Temperaturas abaixo do normal e contato com outros cavalos contaminados são causas secundárias da doença, favorecendo a transmissão e a disseminação da bactéria pelos animais.

A transmissão secundária entre um animal contaminado e outro pode ser feita através da secreção com pus que drena por meio dos abscessos formados inicialmente ou então pelas secreções nasais e orais do equino.

Como prevenir o garrotilho?

Agora que sabemos o que é essa doença, seus principais sintomas e como ocorre a sua transmissão, devemos compreender como prevenir o garrotilho e proteger os nossos animais dessa infecção.

A principal e melhor forma de prevenir é através do isolamento dos animais que estão contaminados pela bactéria ou que foram previamente. É estimado que aproximadamente 20% dos equinos que já tiveram contato com o Streptococcus equi., mesmo depois de curados, podem transmitir os microrganismos para outros animais saudáveis.

Logo, mesmo que estes estejam curados, ainda há risco de transmissão por meio das secreções corporais. Por isso, isolar animais que foram testados e positivos com a doença ou que foram recém-curados dela é um fator de extrema importância para a prevenção e para o controle da disseminação.

É importante lembrar também dos cuidados realizados no isolamento, como a limpeza e desinfecção de todos os instrumentos que foram utilizados durante esse processo.

Além disso, a forma mais eficaz de prevenção é através da vacina contra o agente causador do garrotilho. A vacinação é feita de maneira profilática e ajuda a aumentar a imunologia do rebanho, o que reduz os futuros prejuízos e todos os riscos que estão relacionados com o garrotilho.

Como o garrotilho é diagnosticado?

Inicialmente, identificamos que o animal está com garrotilho através dos sinais clínicos iniciais, tais como a febre, tosses, sintomas de depressão e isolamento, linfonodos aumentados e dificuldade para respirar.

Após isso, tanto a secreção nasal, coletada com swab, como a purulenta presente no interior dos abscessos podem ser coletadas para confirmar o diagnóstico, que é feito por meio do isolamento de cultura da bactéria.

Por isso, realizar visitas constantes com o seu equino ao veterinário de confiança é uma maneira extremamente importante para, não só prevenir o garrotilho, como também para diagnosticar e tratar a doença o mais rápido possível.

Quais são as opções de tratamento para o garrotilho?

Não há nada como uma boa prevenção para reduzir as sequelas do garrotilho, essa feita através da vacinação e do isolamento. Assim que o cavalo for diagnosticado com adenite equina, deve ficar em quarentena por no mínimo 4 semanas. Assim, evita-se a contaminação dos demais com a bactéria.

Durante esse período de isolamento, o cavalo deverá ter todo o tratamento necessário de acordo com o quadro infeccioso dele, que consiste no uso de antibióticos, anti-inflamatórios e compressas quentes no local dos abscessos, assim eles  se desenvolvam mais rapidamente e sua drenagem pode ser feita sem maiores problemas.

Depois do isolamento, é importante tomar as medidas de higiene adequadas, como a correta higienização de todos os artigos que foram usados e que entraram em contato com o cavalo adoecido, como bacias e escovas, assim como a limpeza local, com iodo-povidona.

Saber como prevenir o garrotilho é de suma importância para o cuidado do seu equino, assim, se evita diversos prejuízos em sua performance, além de futuros custos com medicação e outros cuidados. Por isso, invista na profilaxia dessa infecção e em tomar todas as medidas, assim que os primeiros sinais forem observados.

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