O sertanejo raiz antigo possui uma história importante que marcou o Brasil desde o seu surgimento. Milhares de brasileiros escutam as canções mais antigas, pois, de alguma maneira, se sentem conectadas com elas.
O que é o Sertanejo Raiz?
Normalmente, tendem a denominar as canções como modas, com som de uma viola que é o principal instrumento. O sertanejo raiz antigo já existe há anos, e é produzido por pessoas que vivem ou já viveram em centro rurais.
É muito comum, por exemplo, observar duplas de cantores que tocam uma moda junto da viola, o que pode ser feito em rodas na fogueira, ou em apresentações grandiosas Nos dois casos, o foco é cantar especialmente como é a vida no interior.
Qual é a origem do Sertanejo Raiz?
O sertanejo raiz antigo se iniciou em áreas rurais, com comitivas ou trabalhadores de fazendas que se reuniam em frente à fogueira para comer, conversar e tocar uma moda.
Cornélio Pires, que era escritor, pesquisador e jornalista, se inspirou nessas modas cantadas por peões em rodas e decidiu gravar músicas baseadas nelas. Lançou seu disco no ano de 1929, e em pouco tempo, se esgotou das prateleiras.
A partir deste período, as músicas sertanejas ganharam maior destaque, principalmente ao que se diz respeito a vida interiorana. Um exemplo interessante de mencionar é sobre as modas tocadas na novela Pantanal, remake da original da Rede Manchete (1990).
Todas as canções tendem a ser direcionadas sobre o campo, paisagens, e claro, a forte diferença que existia entre interior e centros urbanos.
História do Sertanejo Raiz antigo
O sertanejo raiz antigo possui uma vasta história, a qual diversas pessoas conhecem e outras a desconhecem. Esse estilo musical possui uma forte importância cultural no Brasil, e merece que mais pessoas tenham conhecimento sobre sua incrível trajetória ao decorrer dos anos.
Primeira era
A primeira era do sertanejo raiz antigo se inicia com Cornélio Pires, que gravou sua primeira canção no final da década de 20. Neste caso, o seu diferencial era apresentar às pessoas um pouco do cotidiano do interior mato-grossense, goiano e paulista.
Como explicado, era muito comum observar um forte destaque nas paisagens e na vida de uma pessoa no interior. A primeira fase do sertanejo raiz antigo é totalmente categorizada por estas especificidades.
Segunda era
Esta fase começa após a 2° Guerra Mundial, e tem como foco apresentar estilos distintos como uma polca europeia. Era comumente utilizado tanto a harpa quanto o acordeão como instrumentos musicais.
Existe um diferencial, portanto, neste período que é a inclusão do amor, mas é mantido o estilo caipira e a vida cotidiana dos peões. Diversas pessoas procuravam por essa nova moda, e gostavam das canções apresentadas.
Em 47, ocorreu o Rodeio em Barretos, o primeiro evento da modalidade a ser feito no Brasil. Durante o ano de 1956, se dá a aparição de uma festa chamada Peão de Barretos, e no ano seguinte, há a presença de Torres e Florêncio no festival.
Terceira era
A terceira fase do sertanejo raiz antigo é marcada pela inclusão total do estilo mais romântico e melódico. Havia forte inspiração dos artistas brasileiros em cantores estrangeiros, principalmente sobre a adição de mais instrumentos musicais.
Percebe-se, portanto, que exatamente nesta época se inicia a modificação de roupas. Havia forte influência do country americano no Brasil, e por este motivo Sérgio Reis traz consigo harmonizado em seu figurino, as famosas roupas de cowboy.
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Quarta era
Atualmente, existe o famoso sertanejo universitário, o qual carrega nomes marcantes e melodias inesquecíveis. Dentre elas, pode-se mencionar Cristiano Araújo, Marília Mendonça, Michel Teló, Lucas Lucco, Gusttavo Lima e Bruno & Marrone.
O estilo é completamente diferente do sertanejo raiz antigo, e pode-se perceber que nas letras das canções menciona-se sobre corações partidos, traições, brigas, juras de amor ou festas com muita curtição.
As canções sertanejas evoluem e inovam pouco a pouco, o que faz caminhar em rumos distintos ao seu antecessor raiz.
Qual a importância do Sertanejo Raiz Antigo na cultura?
O Sertanejo Raiz Antigo carrega consigo milhares de histórias de brasileiros que nasceram e cresceram no interior, ou propriamente na roça. É a maneira que essas pessoas têm de não esquecerem de suas origens, do lugar em que vieram e da importância de tê-la retratada em melodia.
Apesar de passarem anos após o surgimento deste estilo, o Sertanejo Raiz Antigo possui grande presença pelo Brasil. É uma das modas mais amadas por quem nasce e cresce longe de centros urbanos e leva uma vida simples.
Quais são os primeiros grandes sucessos do Sertanejo Raiz Antigo?
A primeira moda do Sertanejo Raiz Antigo que estourou e fez muitas pessoas se atentarem à letra pertencia à voz de Cornélio Pires. Suas canções apresentavam melodias harmoniosas, com letras que retratavam a vida do interior.
As principais modas do Sertanejo Raiz Antigo, no entanto, pertencem a Tião Carreiro e Pardinho com Pagode em Brasília, Rei do Gado por Tonico e Tinoco, e Moça Boiadeira da dupla Raul Torres e Florêncio.
Como foi a evolução instrumental do Sertanejo Raiz Antigo?
No início, usava-se somente uma viola, mas com o decorrer do tempo, incluíram a harpa e o acordeão. Depois, houve a adição de violões e até mesmo de guitarras para compor a sonorização das músicas.
Quais foram as melhores duplas do Sertanejo Raiz Antigo?
Há muitas duplas responsáveis por fazer do Sertanejo Raiz Antigo um incrível e poderoso sucesso brasileiro. Existem duplas que fazem sucesso até hoje, e mesmo os mais novos conhecem as modas compostas por eles.
Tonico & Tinoco

Tonico e Tinoco se juntaram nos anos 30, e juntos chegaram a gravar quase mil músicas, que se dividiram em cerca de 83 discos. Além disso, é possível notar que as vendas da dupla chegaram a R$ 20 milhões.
Tião Carreiro & Pardinho

Durante o ano de 1954, José Dias Nunes (Tião Carreiro) conhece Pardinho em um circo localizado em Pirajuí. Após cantarem pela primeira juntos, decidem viajar a SP para tentar a sorte, onde conhecem Teddy Vieira. A partir desse encontro, a dupla cantou grandes músicas como Cavaleiro do Bom Jesus e Boiadeiro Punho de Aço.
Matogrosso & Mathias

Esta dupla se inicia em 1966, com músicas famosas direcionadas ao romantismo. Por esta razão, conseguiram incorporar o Sertanejo Raiz Antigo com um estilo distinto, que fez com que outras pessoas tentassem a sorte nesse gênero.
A música mais famosa da dupla se chama Pele de Maçã, mas há a canção Tentei te Esquecer, Sábado, Pedaço de Minha Vida, Memórias e Frente a Frente.
Lourenço e Lourival

A dupla Lourenço e Lourival cresceram na lavoura, mas nunca deixaram de sonhar com a vida artística. Por jamais desistirem, em 1959 foram até SP para iniciar a carreira em uma rádio da cidade.
Há canções marcantes feitas pela dupla chamadas: Meu Reino Encantado, Como eu Chorei, Velha Porteira, Canga do Tempo e Menina da Aldeia.
Luizinho e Limeira

A dupla inicial era formada por Luizinho e Limeira, mas com a separação de Waldemar de Franceschi, Luizinho decide convidar o irmão, Yvo, para ser o Limeira. Além deles dois, havia a acordeonista chamada Carmela Bonano, que carregava o nome de Zezinha.
As músicas mais tocadas se chamam Menino da Porteira, Valsa do Amor, Rancheira do Meu Pai e Querência Amada.
As Galvão

Esta é uma dupla que se formou no ano de 1947 na cidade de SP. A estreia de As Galvão ocorreu em um programa feito por Sidney Caldini, a fim de divulgar algumas de suas canções.
Uma das músicas mais populares se chama Rincão Guarani, bem como Não Interessa, Se ele Voltasse e Não me Abandones.
Pedro Bento & Zé da Estrada

Durante o ano de 1954, a dupla Pedro Bento e Zé da Estrada inovam na canção quando aparecem com as rancheiras. Estes itens e demais acessórios estavam presentes em 63 para frente.
Músicas como A Fotografia, Abismo de Dor, Santos Reis, Aventureira, Herança de Boêmio, e Ingratidão são canções marcantes e inesquecíveis da dupla.
Zé do Rancho & Mariazinha

Mariazinha era esposa de Zé do Rancho, e ambos cantavam em rádios nacionais até o começo da década de 70. Juntos, lançaram cerca de 4 LPs, com a música de maior sucesso da dupla chamada A Resposta da Mariquinha.
Inezita Barroso

Em 1950, a cantora Inezita Barroso gravou a canção Moda da Pinga, pertencente a Ochelsis Laureano. Além disso, se apresentava em teatros como o Teatro Brasileiro de Comédia.
Pena Branca e Xavantinho

A dupla se juntou em 1962, e lançaram muitos discos que fizeram sucesso durante a década de 80 e 90. No ano de 88 fizeram o lançamento de Canto Violeiro, em que participaram nomes como Almir Sater, Fagner e Tião Carreiro.
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